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Sindicato e sindicalização no Brasil: reencontros de classe (Outras Palavras)

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Link Outras Palavras Link PDF Sindicato e sindicalização no Brasil: reencontros de classe   Clemente Ganz Lúcio [1]   O crescimento da taxa de sindicalização observado pelo IBGE em 2024 [2]  marca um ponto de inflexão importante no mundo do trabalho brasileiro. Depois de mais de uma década de retração, interrompe-se uma trajetória de queda iniciada em 2012 e agravada pelos ataques às instituições sindicais, pela reforma trabalhista de 2017, pela eliminação do financiamento compulsório e por uma conjuntura política marcada pela deslegitimação da ação coletiva. Em 2024, a taxa de sindicalização passou de 8,4% para 8,9% da população ocupada (mais de 100 milhões de pessoas, formais e informais), elevando o contingente de trabalhadores sindicalizados de 8,3 milhões para aproximadamente 9,1 milhões de pessoas, um crescimento de cerca de 812 mil filiados. Trata-se da primeira alta da série histórica da PNAD Contínua iniciada em 2012. Mais do que um dado estatístico, trata-se de ...

O trabalho no programa de Flávio Bolsonaro (Terapia Política)

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  Link Terapia Política

Salário maior, vida melhor Aos 90 anos, uma nova ambição para o salário mínimo (RED)

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  Link RED Link PDF Salário maior, vida melhor Aos 90 anos, uma nova ambição para o salário mínimo   Clemente Ganz Lúcio [1] O salário mínimo completa 90 anos como uma das instituições mais importantes da construção econômica, social e democrática do Brasil. Sua história revela muito sobre as escolhas que o país fez, e sobre aquelas que ainda precisa fazer, a respeito do valor do trabalho, da distribuição da riqueza e do desenvolvimento. Frequentemente reduzido ao debate anual sobre seu reajuste, o salário mínimo representa muito mais do que um piso legal de remuneração. Organiza a base da estrutura salarial, influencia os pisos salariais nas negociações coletivas, serve de referência para aposentadorias, pensões e benefícios sociais, repercute sobre remunerações no mercado informal e movimenta o consumo das famílias e as economias locais. Mais profundamente, ele expressa uma questão fundamental:   qual deve ser a participação de quem trabalha nos ganhos produzidos pelo d...

Salário maior, vida melhor Aos 90 anos, uma nova ambição para o salário mínimo (RED)

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  Link RED Link PDF Salário maior, vida melhor Aos 90 anos, uma nova ambição para o salário mínimo   Clemente Ganz Lúcio [1] O salário mínimo completa 90 anos como uma das instituições mais importantes da construção econômica, social e democrática do Brasil. Sua história revela muito sobre as escolhas que o país fez, e sobre aquelas que ainda precisa fazer, a respeito do valor do trabalho, da distribuição da riqueza e do desenvolvimento. Frequentemente reduzido ao debate anual sobre seu reajuste, o salário mínimo representa muito mais do que um piso legal de remuneração. Organiza a base da estrutura salarial, influencia os pisos salariais nas negociações coletivas, serve de referência para aposentadorias, pensões e benefícios sociais, repercute sobre remunerações no mercado informal e movimenta o consumo das famílias e as economias locais. Mais profundamente, ele expressa uma questão fundamental:   qual deve ser a participação de quem trabalha nos ganhos produzidos pelo d...

O mundo do trabalho no plano de governo do candidato Flávio Bolsonaro: precarização, vulnerabilidade e ataque aos sindicatos (Teoria e Debate)

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  Link Teoria & Debate Link PDF O mundo do trabalho no plano de governo do candidato Flávio Bolsonaro: precarização, vulnerabilidade e ataque aos sindicatos     Clemente Ganz Lúcio [1] Eneida Vinhaes Bello Dultra [2]   O plano de governo de Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à Presidência da República, apresenta uma concepção para o mundo do trabalho que merece atenção especial no debate eleitoral. Não apenas pelas propostas que contém, mas principalmente pela visão de desenvolvimento, Estado, direitos e democracia que as articula. Liberdade, autonomia individual, segurança jurídica, redução de impostos e burocracia, equilíbrio fiscal, privatizações e ampliação do investimento privado estruturam boa parte dessa visão. No mundo do trabalho, a mesma lógica se traduz em flexibilização, redução do custo da contratação, negociação direta entre trabalhador e empresa e forte desconfiança em relação às instituições coletivas de representação. O ponto central ...