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40 horas e dois dias de descanso: uma vitória histórica e uma nova agenda para o movimento sindical (Brasil 247)

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Link PDF   Link PDF 40 horas e dois dias de descanso: uma vitória histórica e uma nova agenda para o movimento sindical   Clemente Ganz Lúcio [1]   O Brasil viveu dia 14 de outubro um momento histórico para o mundo do trabalho. O Senado Federal aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição nº 221/2019, que reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e assegura dois dias de repouso semanal remunerado, superando a escala 6x1 e estabelecendo como nova referência a organização do trabalho em cinco dias por dois de descanso. Foram 75 votos favoráveis e apenas um contrário em cada turno. Uma votação extraordinariamente expressiva, que se soma à maioria alcançada na Câmara dos Deputados no primeiro semestre: 472 votos no primeiro turno e 461 no segundo. Maiorias dessa magnitude, atravessando partidos, regiões e posições políticas distintas, trazem a mensagem inequívoca de que a sociedade brasileira colocou a redução da jornada e o fi...

Mobilização digital e nas ruas garantiu novo mandato e deve continuar em 2027 (Entrevista)

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Quais são os próximos passos da escala 6x1? (FSP, entrevista)

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O que Lula pode mudar nas leis trabalhistas (FSP) - entrevista

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Jornada de 40 horas e escala 5x2: conquista e desafios (Rádio Peão)

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Link Rádio Peão Link PDF Jornada de 40 horas e escala 5x2: conquista e desafios   Clemente Ganz Lúcio [1]   O Brasil viveu dia 14 de outubro um momento histórico para o mundo do trabalho. O Senado Federal aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição nº 221/2019, que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e assegura dois dias de repouso semanal remunerado, superando a escala 6x1 e estabelecendo como nova referência a organização do trabalho em cinco dias por dois de descanso. Foram 75 votos favoráveis e apenas um contrário, tanto no primeiro quanto no segundo turno. Uma votação extraordinariamente expressiva, que se soma à maioria alcançada na Câmara dos Deputados no primeiro semestre: 472 votos favoráveis no primeiro turno e 461 no segundo. Quando uma mudança dessa magnitude reúne maiorias tão amplas nas duas Casas do Congresso Nacional, atravessando partidos, regiões e posições políticas distintas, há a mensagem ...

Desenvolver o Brasil valorizando o trabalho (Teoria & Debate)

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  Link BdF Link PDF Desenvolver o Brasil valorizando o trabalho   Clemente Ganz Lúcio [1]   A experiência do salário mínimo mostra que crescimento e distribuição de renda podem avançar juntos. O Brasil pode articular investimento, inovação e produtividade com melhores salários e empregos, fortalecendo o mercado interno e o desenvolvimento. O desafio da próxima década é transformar essa estratégia em compromisso político e social. Segundo a Nota Técnica nº 289 do DIEESE, o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621 acrescentou cerca de R$ 82 bilhões à renda na economia brasileira em 2026, considerando aproximadamente 62 milhões de pessoas cujos rendimentos são referenciados pelo piso. Ao influenciar aposentadorias, benefícios e outras remunerações, o mínimo amplia consumo, faturamento, arrecadação e a dinâmica das economias locais. Um acréscimo mensal de R$ 103, multiplicado por dezenas de milhões de pessoas, converte-se em demanda e retroalimenta produção, empregos e renda....

Salário maior, economia mais forte (BdF)

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  Link BdF Link PDF Salário maior, economia mais forte   Clemente Ganz Lúcio [1]   Valorizar o salário mínimo é, ao mesmo tempo, distribuir renda e fortalecer o mercado interno, o que faz do crescimento dos salários uma das importantes engrenagens do projeto de desenvolvimento para o Brasil. Durante décadas, parte do debate econômico brasileiro tratou o salário predominantemente como custo. Segundo essa visão, aumentar salários acima da inflação pressionaria as empresas, provocaria desemprego, estimularia a informalidade e reduziria a competitividade. A experiência brasileira das últimas duas décadas recomenda olhar a questão por outro ângulo. Desde o início dos anos 2000, o país realizou uma das mais importantes experiências distributivas de sua história recente com a implementação da política de valorização do salário mínimo. Os números são reveladores. Em abril de 2002, o salário mínimo era de R$ 200 e, em janeiro de 2026, chegou a R$ 1.621. No período, segundo o DIEES...