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O emprego cresce, agora o desafio e gerar bons empregos (Terapia Política)

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  Link Terapia Política Link PDF O Brasil voltou a crescer gerando empregos. Agora é preciso gerar bons empregos   Clemente Ganz Lúcio [1]   O Brasil chega ao meio de 2026 com uma notícia que merece ser compreendida em toda a sua dimensão econômica, social e política. Os novos dados da RAIS Mensal, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego [2] , mostram que o estoque de vínculos formais de trabalho alcançou 62,9 milhões em junho. Desde janeiro de 2023 foram acrescidos 10,1 milhões de vínculos, expansão de 19,1%. Somente nos primeiros seis meses deste ano, o crescimento foi de 2,46 milhões de vínculos, ou 4,1%. Não se trata apenas de um número expressivo. Trata-se da confirmação de uma mudança importante na dinâmica do mercado de trabalho brasileiro e, ao mesmo tempo, da abertura de uma nova etapa de desafios. Depois de anos em que desemprego elevado, informalidade, baixos salários e precarização marcaram profundamente a vida dos trabalhadores, o país voltou a exper...

Trabalho decente exige coerência, não protecionismo (Poder 360)

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Link Poder 360 Link PDF Trabalho decente exige coerência, não protecionismo   Clemente Ganz Lúcio [1]   O sistema internacional vive um período de crescente instabilidade. Tensões geopolíticas, guerras, disputas tecnológicas, reorganização das cadeias globais de produção e inaceitáveis movimentos protecionistas recolocam o comércio internacional no centro das disputas entre Estados. Nesse ambiente, cresce também a tentação de utilizar agendas de reconhecida legitimidade internacional — como direitos humanos, meio ambiente ou trabalho decente — como fundamento para medidas comerciais que respondem, muitas vezes, a interesses de outra natureza. O combate ao trabalho análogo ao escravo constitui uma das mais importantes conquistas civilizatórias da comunidade internacional. Nenhuma sociedade democrática pode conviver com formas extremas de exploração do trabalho humano. Nenhum país pode tratar esse tema com complacência. Justamente por isso, essa agenda exige rigor técnico, coerê...

O futuro do trabalho exige mais diálogo, negociação e segurança jurídica — não menos (247 Brasil)

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Link 247 Brasil Link PDF O futuro do trabalho exige mais diálogo, negociação e segurança jurídica — não menos   Clemente Ganz Lúcio [1]   Ao tratar das propostas para o mundo do trabalho contidas no programa de governo do candidato Lula, o editorial do  Estadão  comete um equívoco de perspectiva: qualifica como retorno ao passado justamente instrumentos que serão indispensáveis para organizar o futuro. O mundo do trabalho atravessa uma transformação profunda. Inteligência artificial, automação, plataformas digitais, gestão algorítmica, novas formas de contratação, trabalho remoto e reorganização das cadeias produtivas estão alterando ocupações, profissões, relações de emprego, jornadas, qualificações e formas de organização empresarial. Diante dessa velocidade de mudança, a alternativa não pode ser simplesmente deixar trabalhadores e empresas entregues a relações individuais crescentemente assimétricas e esperar que o mercado resolva sozinho conflitos novos e complex...

A geopolítica do trabalho e o tarifaço de Trump (RED)

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Link para RED   Link PDF A geopolítica do trabalho e o tarifaço de Trump   Clemente Ganz Lúcio [1]   O tarifaço imposto pelo governo Donald Trump contra produtos brasileiros não deve ser interpretado apenas como mais um episódio de protecionismo comercial. Ele revela uma mudança estrutural da economia mundial. Se o século XX foi marcado pela geopolítica dos territórios, das matérias-primas e da influência militar, o século XXI passou a ser organizado pela geopolítica da produção, da tecnologia e, sobretudo, do trabalho. Essa transformação altera profundamente a maneira de compreender o desenvolvimento. Durante décadas, predominou a ideia de que o livre comércio organizaria espontaneamente a divisão internacional da produção, promovendo ganhos para todos. Essa visão está sendo abandonada justamente pelas maiores economias do planeta. Estados Unidos, China e União Europeia mobilizam novamente, de forma intensa e com recursos diversos, políticas industriais, subsídios, crédi...

Não haverá transição ecológica sem trabalho decente (Poder 360)

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Link Poder 360 Link PDF Não haverá transição ecológica sem trabalho decente   Clemente Ganz Lúcio [1]   A humanidade enfrenta um momento decisivo de sua história. O aquecimento global e a degradação ambiental deixaram de ser uma ameaça futura para se tornar uma realidade presente, consequência da falta de atuação dos governos e do setor produtivo diante dos inúmeros alertas de instituições e especialistas e dos 30 anos de debates deliberativos das Conferências das Nações Unidas de Mudança do Clima (COP). O problema se expressa na intensificação dos eventos climáticos extremos, na perda acelerada da biodiversidade, na degradação dos ecossistemas, na insegurança alimentar, nas migrações forçadas e no agravamento das desigualdades sociais e territoriais. A crise climática e ambiental já afeta economias, cidades, sistemas produtivos e a vida cotidiana de bilhões de pessoas em todo o mundo. Responder a esse desafio exige muito mais do que reduzir emissões de gases de efeito estufa....

Os desafios da gestão de pessoas no serviço público brasileiro: uma perspectiva sindical (RED)

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  Link RED Link PDF Os desafios da gestão de pessoas no serviço público brasileiro: uma perspectiva sindical   Clemente Ganz Lúcio [1]   Participei como palestrante do ENGP 2026 (Encontro Nacional de Gestão de Pessoas), promovido pelo MGI – Ministério de Gestão e Inovação, no dia 16 de junho pp.  A pergunta orientadora do painel que participei foi: que gestão de pessoas o serviço público brasileiro precisa construir para sustentar um Estado mais capaz, inclusivo, inovador, democrático e orientado à entrega de melhores políticas públicas? Para responder a essa pergunta, considero necessário formular uma questão anterior: gestão de pessoas para qual Estado? A resposta a essa pergunta é decisiva, porque a gestão de pessoas não é uma política isolada ou descolada dessa resposta. Ela está diretamente vinculada ao papel que atribuímos ao Estado na promoção do desenvolvimento, da democracia, da justiça social e do bem-estar da população. Da perspectiva das entidades si...