Postagens

Jornada de 40 horas e escala 5x2: conquista e desafios (Rádio Peão)

Imagem
Link Rádio Peão Link PDF Jornada de 40 horas e escala 5x2: conquista e desafios   Clemente Ganz Lúcio [1]   O Brasil viveu dia 14 de outubro um momento histórico para o mundo do trabalho. O Senado Federal aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição nº 221/2019, que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e assegura dois dias de repouso semanal remunerado, superando a escala 6x1 e estabelecendo como nova referência a organização do trabalho em cinco dias por dois de descanso. Foram 75 votos favoráveis e apenas um contrário, tanto no primeiro quanto no segundo turno. Uma votação extraordinariamente expressiva, que se soma à maioria alcançada na Câmara dos Deputados no primeiro semestre: 472 votos favoráveis no primeiro turno e 461 no segundo. Quando uma mudança dessa magnitude reúne maiorias tão amplas nas duas Casas do Congresso Nacional, atravessando partidos, regiões e posições políticas distintas, há a mensagem ...

Desenvolver o Brasil valorizando o trabalho (Teoria & Debate)

Imagem
  Link BdF Link PDF Desenvolver o Brasil valorizando o trabalho   Clemente Ganz Lúcio [1]   A experiência do salário mínimo mostra que crescimento e distribuição de renda podem avançar juntos. O Brasil pode articular investimento, inovação e produtividade com melhores salários e empregos, fortalecendo o mercado interno e o desenvolvimento. O desafio da próxima década é transformar essa estratégia em compromisso político e social. Segundo a Nota Técnica nº 289 do DIEESE, o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621 acrescentou cerca de R$ 82 bilhões à renda na economia brasileira em 2026, considerando aproximadamente 62 milhões de pessoas cujos rendimentos são referenciados pelo piso. Ao influenciar aposentadorias, benefícios e outras remunerações, o mínimo amplia consumo, faturamento, arrecadação e a dinâmica das economias locais. Um acréscimo mensal de R$ 103, multiplicado por dezenas de milhões de pessoas, converte-se em demanda e retroalimenta produção, empregos e renda....

Salário maior, economia mais forte (BdF)

Imagem
  Link BdF Link PDF Salário maior, economia mais forte   Clemente Ganz Lúcio [1]   Valorizar o salário mínimo é, ao mesmo tempo, distribuir renda e fortalecer o mercado interno, o que faz do crescimento dos salários uma das importantes engrenagens do projeto de desenvolvimento para o Brasil. Durante décadas, parte do debate econômico brasileiro tratou o salário predominantemente como custo. Segundo essa visão, aumentar salários acima da inflação pressionaria as empresas, provocaria desemprego, estimularia a informalidade e reduziria a competitividade. A experiência brasileira das últimas duas décadas recomenda olhar a questão por outro ângulo. Desde o início dos anos 2000, o país realizou uma das mais importantes experiências distributivas de sua história recente com a implementação da política de valorização do salário mínimo. Os números são reveladores. Em abril de 2002, o salário mínimo era de R$ 200 e, em janeiro de 2026, chegou a R$ 1.621. No período, segundo o DIEES...

Inclusão produtiva e desenvolvimento: o próximo passo do Brasil (Poder 360)

Imagem
Link Poder 360 Link PDF Inclusão produtiva e desenvolvimento: o próximo passo do Brasil   Clemente Ganz Lúcio [1]   O mercado de trabalho brasileiro continua produzindo resultados muito positivos, como indicou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE: a taxa de desocupação caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026 e o rendimento médio real do trabalho também avançou para R$ 3.777,00. São resultados que, mais uma vez, confirmam uma mudança importante na dinâmica econômica e social do país. Esses números ganham ainda mais significado quando observados em conjunto com a expansão do emprego formal. Os dados da RAIS Mensal divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego mostram que o estoque de vínculos formais chegou a 62,9 milhões em junho de 2026. Desde janeiro de 2023 foram acrescidos 10,1 milhões de vínculos, crescimento de 19,1%. Somente nos primeiros seis meses deste ano, o aumento foi de 2,46 milhões de postos de trabalho...