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Quando o mundo do trabalho deixa de organizar o desenvolvimento (Brasil 247)

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  Link 247 Link PDF Quando o mundo do trabalho deixa de organizar o desenvolvimento   Clemente Ganz Lúcio [1] Eneida Vinhaes Bello Dultra [2]   A flexibilização e precarização legalizada com as mudanças legislativas de 2017 (reforma trabalhista e ampliação da terceirização) são centrais no programa de governo do candidato Flávio Bolsonaro. Neste artigo analisamos qual é o lugar atribuído ao trabalho na organização da economia, da sociedade e da democracia naquele Programa de Governo. O encadeamento predominante no Programa publicado parte da defesa do equilíbrio fiscal, redução de impostos, dos custos e da burocracia, alega segurança jurídica e expansão do investimento privado para chegar ao crescimento e, como consequência, ao emprego e à renda. O trabalho não é um eixo estruturante da estratégia de desenvolvimento. Aliás, o trabalho, e não o emprego, aparece sobretudo como resultado esperado do funcionamento da economia.  Essa concepção é central, pois desenvolvime...

O Brasil voltou a crescer gerando empregos. Agora é preciso gerar bons empregos (Poder 360)

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  Link Poder 360 PDF O Brasil voltou a crescer gerando empregos. Agora é preciso gerar bons empregos   Clemente Ganz Lúcio [1]   O Brasil chega ao meio de 2026 com uma notícia que merece ser compreendida em toda a sua dimensão econômica, social e política. Os novos dados da RAIS Mensal, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego [2] , mostram que o estoque de vínculos formais de trabalho alcançou 62,9 milhões em junho. Desde janeiro de 2023 foram acrescidos 10,1 milhões de vínculos, expansão de 19,1%. Somente nos primeiros seis meses deste ano, o crescimento foi de 2,46 milhões de vínculos, ou 4,1%. Não se trata apenas de um número expressivo. Trata-se da confirmação de uma mudança importante na dinâmica do mercado de trabalho brasileiro e, ao mesmo tempo, da abertura de uma nova etapa de desafios. Depois de anos em que desemprego elevado, informalidade, baixos salários e precarização marcaram profundamente a vida dos trabalhadores, o país voltou a experimentar um c...

Entrevista INCT: trabalho e sindicalismo

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Sindicato e sindicalização no Brasil: reencontros de classe (Outras Palavras)

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Link Outras Palavras Link PDF Sindicato e sindicalização no Brasil: reencontros de classe   Clemente Ganz Lúcio [1]   O crescimento da taxa de sindicalização observado pelo IBGE em 2024 [2]  marca um ponto de inflexão importante no mundo do trabalho brasileiro. Depois de mais de uma década de retração, interrompe-se uma trajetória de queda iniciada em 2012 e agravada pelos ataques às instituições sindicais, pela reforma trabalhista de 2017, pela eliminação do financiamento compulsório e por uma conjuntura política marcada pela deslegitimação da ação coletiva. Em 2024, a taxa de sindicalização passou de 8,4% para 8,9% da população ocupada (mais de 100 milhões de pessoas, formais e informais), elevando o contingente de trabalhadores sindicalizados de 8,3 milhões para aproximadamente 9,1 milhões de pessoas, um crescimento de cerca de 812 mil filiados. Trata-se da primeira alta da série histórica da PNAD Contínua iniciada em 2012. Mais do que um dado estatístico, trata-se de ...

O trabalho no programa de Flávio Bolsonaro (Terapia Política)

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  Link Terapia Política

Salário maior, vida melhor Aos 90 anos, uma nova ambição para o salário mínimo (RED)

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  Link RED Link PDF Salário maior, vida melhor Aos 90 anos, uma nova ambição para o salário mínimo   Clemente Ganz Lúcio [1] O salário mínimo completa 90 anos como uma das instituições mais importantes da construção econômica, social e democrática do Brasil. Sua história revela muito sobre as escolhas que o país fez, e sobre aquelas que ainda precisa fazer, a respeito do valor do trabalho, da distribuição da riqueza e do desenvolvimento. Frequentemente reduzido ao debate anual sobre seu reajuste, o salário mínimo representa muito mais do que um piso legal de remuneração. Organiza a base da estrutura salarial, influencia os pisos salariais nas negociações coletivas, serve de referência para aposentadorias, pensões e benefícios sociais, repercute sobre remunerações no mercado informal e movimenta o consumo das famílias e as economias locais. Mais profundamente, ele expressa uma questão fundamental:   qual deve ser a participação de quem trabalha nos ganhos produzidos pelo d...