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O mundo do trabalho no plano de governo do candidato Flávio Bolsonaro: precarização, vulnerabilidade e ataque aos sindicatos (Teoria e Debate)

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  Link Teoria & Debate Link PDF O mundo do trabalho no plano de governo do candidato Flávio Bolsonaro: precarização, vulnerabilidade e ataque aos sindicatos     Clemente Ganz Lúcio [1] Eneida Vinhaes Bello Dultra [2]   O plano de governo de Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à Presidência da República, apresenta uma concepção para o mundo do trabalho que merece atenção especial no debate eleitoral. Não apenas pelas propostas que contém, mas principalmente pela visão de desenvolvimento, Estado, direitos e democracia que as articula. Liberdade, autonomia individual, segurança jurídica, redução de impostos e burocracia, equilíbrio fiscal, privatizações e ampliação do investimento privado estruturam boa parte dessa visão. No mundo do trabalho, a mesma lógica se traduz em flexibilização, redução do custo da contratação, negociação direta entre trabalhador e empresa e forte desconfiança em relação às instituições coletivas de representação. O ponto central ...

O emprego cresce, agora o desafio e gerar bons empregos (Terapia Política)

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  Link Terapia Política Link PDF O Brasil voltou a crescer gerando empregos. Agora é preciso gerar bons empregos   Clemente Ganz Lúcio [1]   O Brasil chega ao meio de 2026 com uma notícia que merece ser compreendida em toda a sua dimensão econômica, social e política. Os novos dados da RAIS Mensal, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego [2] , mostram que o estoque de vínculos formais de trabalho alcançou 62,9 milhões em junho. Desde janeiro de 2023 foram acrescidos 10,1 milhões de vínculos, expansão de 19,1%. Somente nos primeiros seis meses deste ano, o crescimento foi de 2,46 milhões de vínculos, ou 4,1%. Não se trata apenas de um número expressivo. Trata-se da confirmação de uma mudança importante na dinâmica do mercado de trabalho brasileiro e, ao mesmo tempo, da abertura de uma nova etapa de desafios. Depois de anos em que desemprego elevado, informalidade, baixos salários e precarização marcaram profundamente a vida dos trabalhadores, o país voltou a exper...

Trabalho decente exige coerência, não protecionismo (Poder 360)

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Link Poder 360 Link PDF Trabalho decente exige coerência, não protecionismo   Clemente Ganz Lúcio [1]   O sistema internacional vive um período de crescente instabilidade. Tensões geopolíticas, guerras, disputas tecnológicas, reorganização das cadeias globais de produção e inaceitáveis movimentos protecionistas recolocam o comércio internacional no centro das disputas entre Estados. Nesse ambiente, cresce também a tentação de utilizar agendas de reconhecida legitimidade internacional — como direitos humanos, meio ambiente ou trabalho decente — como fundamento para medidas comerciais que respondem, muitas vezes, a interesses de outra natureza. O combate ao trabalho análogo ao escravo constitui uma das mais importantes conquistas civilizatórias da comunidade internacional. Nenhuma sociedade democrática pode conviver com formas extremas de exploração do trabalho humano. Nenhum país pode tratar esse tema com complacência. Justamente por isso, essa agenda exige rigor técnico, coerê...

O futuro do trabalho exige mais diálogo, negociação e segurança jurídica — não menos (247 Brasil)

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Link 247 Brasil Link PDF O futuro do trabalho exige mais diálogo, negociação e segurança jurídica — não menos   Clemente Ganz Lúcio [1]   Ao tratar das propostas para o mundo do trabalho contidas no programa de governo do candidato Lula, o editorial do  Estadão  comete um equívoco de perspectiva: qualifica como retorno ao passado justamente instrumentos que serão indispensáveis para organizar o futuro. O mundo do trabalho atravessa uma transformação profunda. Inteligência artificial, automação, plataformas digitais, gestão algorítmica, novas formas de contratação, trabalho remoto e reorganização das cadeias produtivas estão alterando ocupações, profissões, relações de emprego, jornadas, qualificações e formas de organização empresarial. Diante dessa velocidade de mudança, a alternativa não pode ser simplesmente deixar trabalhadores e empresas entregues a relações individuais crescentemente assimétricas e esperar que o mercado resolva sozinho conflitos novos e complex...