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Mostrando postagens de agosto, 2026

Trabalho decente exige coerência, não protecionismo (Poder 360)

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Link Poder 360 Link PDF Trabalho decente exige coerência, não protecionismo   Clemente Ganz Lúcio [1]   O sistema internacional vive um período de crescente instabilidade. Tensões geopolíticas, guerras, disputas tecnológicas, reorganização das cadeias globais de produção e inaceitáveis movimentos protecionistas recolocam o comércio internacional no centro das disputas entre Estados. Nesse ambiente, cresce também a tentação de utilizar agendas de reconhecida legitimidade internacional — como direitos humanos, meio ambiente ou trabalho decente — como fundamento para medidas comerciais que respondem, muitas vezes, a interesses de outra natureza. O combate ao trabalho análogo ao escravo constitui uma das mais importantes conquistas civilizatórias da comunidade internacional. Nenhuma sociedade democrática pode conviver com formas extremas de exploração do trabalho humano. Nenhum país pode tratar esse tema com complacência. Justamente por isso, essa agenda exige rigor técnico, coerê...

O futuro do trabalho exige mais diálogo, negociação e segurança jurídica — não menos (247 Brasil)

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Link 247 Brasil Link PDF O futuro do trabalho exige mais diálogo, negociação e segurança jurídica — não menos   Clemente Ganz Lúcio [1]   Ao tratar das propostas para o mundo do trabalho contidas no programa de governo do candidato Lula, o editorial do  Estadão  comete um equívoco de perspectiva: qualifica como retorno ao passado justamente instrumentos que serão indispensáveis para organizar o futuro. O mundo do trabalho atravessa uma transformação profunda. Inteligência artificial, automação, plataformas digitais, gestão algorítmica, novas formas de contratação, trabalho remoto e reorganização das cadeias produtivas estão alterando ocupações, profissões, relações de emprego, jornadas, qualificações e formas de organização empresarial. Diante dessa velocidade de mudança, a alternativa não pode ser simplesmente deixar trabalhadores e empresas entregues a relações individuais crescentemente assimétricas e esperar que o mercado resolva sozinho conflitos novos e complex...

A geopolítica do trabalho e o tarifaço de Trump (RED)

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Link para RED   Link PDF A geopolítica do trabalho e o tarifaço de Trump   Clemente Ganz Lúcio [1]   O tarifaço imposto pelo governo Donald Trump contra produtos brasileiros não deve ser interpretado apenas como mais um episódio de protecionismo comercial. Ele revela uma mudança estrutural da economia mundial. Se o século XX foi marcado pela geopolítica dos territórios, das matérias-primas e da influência militar, o século XXI passou a ser organizado pela geopolítica da produção, da tecnologia e, sobretudo, do trabalho. Essa transformação altera profundamente a maneira de compreender o desenvolvimento. Durante décadas, predominou a ideia de que o livre comércio organizaria espontaneamente a divisão internacional da produção, promovendo ganhos para todos. Essa visão está sendo abandonada justamente pelas maiores economias do planeta. Estados Unidos, China e União Europeia mobilizam novamente, de forma intensa e com recursos diversos, políticas industriais, subsídios, crédi...